AVVA Saúde

Recentemente, me fizeram essa pergunta:

“Como devemos tratar as pessoas, como elas são ou como elas deveriam ser?”

Contextualizando um pouco mais, um homem me perguntou isso depois de descrever um crime violento que aconteceu na esquina de sua casa. Na perspectiva dele, um criminoso deveria ser punido violentamente da mesma forma que tratou sua vítima.

Acredito que devemos ser um agente de transformação positiva e de construção em qualquer relação, ambiente ou instituição que estejamos inseridos.

Goethe já dizia:
“Cheguei à assustadora conclusão de que sou o elemento decisivo. É minha abordagem pessoal que cria o clima. É o meu humor diário que determina o tempo. Possuo um tremendo poder para tornar a vida miserável ou prazerosa. Posso ser uma ferramenta de tortura ou um instrumento de inspiração. Posso humilhar ou fazer rir, machucar ou curar. Em todas as situações, é minha atitude que decide se uma crise aumenta ou diminui; se uma pessoa é humanizada ou desumanizada. Se tratarmos as pessoas como elas são, nós as tornamos piores. Se as tratarmos como elas devem ser, nós as ajudamos a se tornarem o que são capazes de ser.”

Reconheço a capacidade que o humano tem de aprender, de evoluir. A partir desta perspectiva, quando reagimos a um comportamento de acordo com a Lei do talião na filosofia “olho por olho, dente por dente” assumimos uma postura punitiva, restringindo o outro e, principalmente, a nós mesmos a um determinado padrão.

Albert Einstein já dizia: “Os problemas não podem ser solucionados no mesmo nível de consciência com que foram criados”.

Se pensarmos no momento atual, estamos enfrentando desafios cada vez mais complexos e globais. A crise que estamos passando é uma crise de consciência. O modelo fragmentador está nos levando ao adoecimento físico e mental. Precisamos de mudanças. As mudanças são necessárias. A única coisa certa que temos hoje é que a forma que vivíamos pré pandemia não será a forma que viveremos pós pandemia. Isso não precisa necessariamente nos dar medo.

Precisamos aceitar que existe um momento significativo de mudança e usufruir desta oportunidade de ajustarmos nossa percepção, expectativas e hábitos para construirmos uma nova forma de viver.

Acredito que seja muito mais fácil e possível sair dessa situação através da cooperação e colaboração através da união entre as pessoas e das nações.

Precisamos abandonar o projeto anterior conquistador, dominador e separador. A separação é uma ilusão. Escolha e aja no amor.